quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Com título
Nos decepcionamos. Não porque a outra pessoa "nos decepcionou" ou teve a intenção. Nos decepcionamos pois criamos na nossa mente uma situação, um modelo de como esperamos que a outra pessoa devesse agir ou determinada situação deveria acontecer. Nossa ansiedade nos faz decepcionar. A questão não se resume em ter um bom controle da mente, e sim deixá-la livre, ser livre. Se desejas que algo aconteça, já é suficiente. O bônus e o ônus virão independente da situação que você criou em sua mente e como não esperas nada, então não há distinção entre bônus e ônus.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Waterfall
Vida, tantos discorreram sobre ela, discutiram e se foram. Viveram? Viverão. E no entanto a única certeza que podemos ter é que não podemos ter certeza de nada. Não é exatamente o tipo de filosofia que eu queria para a minha vida. Mas estando eu aqui, presa e livre, como saber o que é válido e o que não é para absorver, gostar, discutir e pensar? Não quero me prender ao futuro mas continuo fazendo planos. É difícil dar importância somente ao agora se desde crianças nos fazem esperar pela adultância para poder começar a viver "independentemente". Estamos sempre esperando e tentando evitar a morte. É a certeza de não ter certeza que nos deixa livre para evoluir. Imagina você nascer destinado por alguém a ser alguém, é provado que existe deus tal, acredite e louve. O sistema político é esse e é melhor assim, não pense sobre isso. Apenas viva. Qual o sentido de viver se não há nada para buscar? Qual o sentido em estar sempre buscando algo? Tantas perguntas e respostas que nos levam a um lugar que não é lugar nenhum, uma vez que lá você vai buscar outro e outro... A vida é sem sentido. Você apenas escolhe um sentido que melhor lhe convenha e passa a viver aquilo até que queira mudar de novo e de novo.
O melhor antônimo de liberdade é a certeza e no entanto estamos sempre buscando uma.
O melhor antônimo de liberdade é a certeza e no entanto estamos sempre buscando uma.
domingo, 9 de setembro de 2012
Por que eu sempre pergunto por quê?
Para mim, esse não é o jeito que tem que ser, por isso questiono-me sempre. Botando tudo em perspectiva: uma máquina perfeita, um órgão vital deu "vida" "existência" a coisas que compramos, usamos e nem mesmo sabemos se é real. O que é real? Escolhemos um ponto fixo no nada e então evoluímos.
É realmente necessário ter uma explicação, um conceito para tudo? Por que?
Por vezes irritante, depressivo. Na maioria das vezes é muito bom, pensar.. Chegamos a conclusões meio desagradáveis muitas vezes. ( O ponto é ver a mudança )
Não diria que algumas pessoas não pensam, todas pensam e de acordo com o que eu penso, não é o "certo" (conceito) a se pensar. Por isso e algo mais, procuro destruir conceitos que já parecem nascer com a gente: isso é certo, isso é errado, real irreal, cima baixo. Tudo parece contraditório já que não podemos ter certeza (mais um conceito) de nada. Qualquer coisa pode ser qualquer coisa. Acredito que minha vida perderia o sentido para depois se organizar, baseado em algo concreto inconcreto. Ou não. Em algo melhor ou pior, ou não. Se dentro de nós sentimos o melhor; pior; é cultural até que ponto? Até que ponto são apenas coisas que adquirimos do meio? Talvez tenha alguém lá fora ou dentro, sei lá.. Tudo depende do ponto de vista do observador. Física. Que saco! Tantos conceitos, palavras para tudo, falácias falácias me deixem em paz! Subtraia tudo e obtenha o agora. Só tem tu, vai tu mesmo. Talvez seja isso mesmo que eu esteja fazendo no fim das contas.
É realmente necessário ter uma explicação, um conceito para tudo? Por que?
Por vezes irritante, depressivo. Na maioria das vezes é muito bom, pensar.. Chegamos a conclusões meio desagradáveis muitas vezes. ( O ponto é ver a mudança )
Não diria que algumas pessoas não pensam, todas pensam e de acordo com o que eu penso, não é o "certo" (conceito) a se pensar. Por isso e algo mais, procuro destruir conceitos que já parecem nascer com a gente: isso é certo, isso é errado, real irreal, cima baixo. Tudo parece contraditório já que não podemos ter certeza (mais um conceito) de nada. Qualquer coisa pode ser qualquer coisa. Acredito que minha vida perderia o sentido para depois se organizar, baseado em algo concreto inconcreto. Ou não. Em algo melhor ou pior, ou não. Se dentro de nós sentimos o melhor; pior; é cultural até que ponto? Até que ponto são apenas coisas que adquirimos do meio? Talvez tenha alguém lá fora ou dentro, sei lá.. Tudo depende do ponto de vista do observador. Física. Que saco! Tantos conceitos, palavras para tudo, falácias falácias me deixem em paz! Subtraia tudo e obtenha o agora. Só tem tu, vai tu mesmo. Talvez seja isso mesmo que eu esteja fazendo no fim das contas.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Fábrica Global de Leis
Nascido dos sonhos de libertação dos revolucionários, o governo representativo foi um estupendo avanço sobre os sistemas de poder anteriores. Tornou possível a sucessão ordeira sem dinastia hereditária.
Contudo, por mias que forcemos a imaginação não podemos vê-lo controlado pelo povo. Em parte alguma mudou realmente a estrutura subjacente do poder nas nações industriais - a estrutura das subelites, elites e superelites. Com efeito, o sistema representativo tornou-se um dos meios-chaves de integração pelas quais elas se mantinham no poder. A votação proporciona um ritual de afirmação da massa, transmitindo ao povo a sensação que eles estavam no comando - que podiam, pelo menos em teoria, deseleger assim como eleger líderes.
Na prática, o público tem permissão de escolher entre candidatos em épocas estipuladas, depois a "máquina de democracia" é desligada novamente. Bandos de politiqueiros, servem-se, brindam-se e assim afetam o processo de tomada de decisões numa base de 24 horas por dia. As elites criaram uma poderosa máquina de fluxo contínuo para operar lado-a-lado. Finalmente, um instrumento ainda mais potente para o controle social era introduzido no próprio princípio da representação: para a simples seleção de algumas pessoas para representarem outras, criavam-se novos membros da elite. O governo representativo, o que fomos ensinados a chamar de democracia - é, em suma, uma tecnologia para garantir a desigualdade. O governo representativo é pseudo-representativo.
O que vemos, olhando para trás, é uma civilização pesadamente dependente em combustíveis fósseis, de produção fabril, família nuclear, educação de massa e os veículos de comunicação, tudo baseado numa clivagem crescente entre a produção e o consumo - e tudo gerenciado por uma série de elites.
Livro: A Terceira Onda.
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